domingo, 28 de julho de 2013

NAS ENTRELINHAS DO AMOR





A pior dor é aquela invisível aos olhos, é a sensação do abandono, são as expectativas destruídas no único tombo, descobrir no susto que aquela realidade era mera ilusão.

É impossível não acreditar no sorriso daquela pessoa, confiar no olhar quando existe um sentimento, mesmo que tão falsos sejam esses olhares, sorrisos e promessas, mesmo que tão evidente seja emboscada, sentir algo por alguém é viver um risco.


 A qualquer momento seja nos mares mais calmos, nos dias mais bonitos, na imprecisão dos instantes, no calor dos deslizes que o céu claro se torna cinza, uma escolha errada, um caminho errado, e o nosso “eu” se desencontra. E amar acaba sendo se ferir no próprio bem. 

Nós seres ímpares quando nos tornamos pares acabamos explorando o lado inverso da razão, e um coração que só serve para bombear sangue ganha um sentido, inspira e faz a razão se tornar poesia, a razão se torna querer, se torna saudade.

Mas será real o amor? O encanto corrompido dos dias atuais, a vaidade e o interesse nos bens materiais, o egoismo humano, invalida, anula, porém não faz desacreditar nos corações bons, nas pessoas sensatas, no abismo desse sentimento sempre terá alguém para jogar todas as suas esperanças, correr sem saber onde vai chegar, correr por uma estrada que nem sempre nos leva algum lugar. Nas entrelinhas do amor sempre existirá alguém sofrendo.





domingo, 21 de julho de 2013

MANIFESTO SOBRE A FELICIDADE



O simples fato de encher os pulmões de ar, de levantar mais cedo, de esperar que aconteça o imprevisível, tudo que fazemos consciente ou inconsciente, toda ação humana por mais distante de um objetivo que pareça, é uma manifestação pela felicidade. Nosso estado de espírito é movido por esse ideal, ser feliz, não importa como e quando, não importa com quem e onde, o que importa mesmo é chegar, saber, sentir, realizar, consumir, suprir a necessidade da alma por sorrisos, o estomago de coisas boas, o corpo de prazer, a memória de momentos e o coração de amor.


A felicidade é uma conquista, é como ter o resultado de um dia inteiro de trabalho reconhecido, encontrar aquela pessoa no acaso, chegar vivo em casa, a felicidade é resultado desses fragmentos, é encher a barriga daquela comida que tanto gostamos, ouvir aquela música que nos faz lembrar alguém que também nos deixa felizes, a felicidade, portanto é essa circulação de desejos realizados, é mais do que um objetivo, é o caminho para chegar a algo, para chegar propriamente a ela.


O espírito é quem age em prol dessa manifestação, dessa busca irrelevante, todos esperam ter a chance de conquistar algo, superar o que já foi conquistado, é como subir uma escada infinita que não dá em lugar nenhum, apenas alivia uma estranha fome cada degrau superado, fatiamos nossas vidas, dividimos em etapas, desenhamos o futuro, mas nunca tudo que temos é suficiente. O ser humano faz tudo por si, até mesmo um ato de bondade, seja qual for a natureza da caridade é um ato predeterminado por uma felicidade que enche o espírito de vida.


É tudo combinado, é tudo arranjado, tudo que temos ou queremos ter, é a manipulação dessa desculpa frágil de ser feliz, de conseguir, somos pressionados a isso, somos forçados a sacrifícios, a beber do sistema falho, a ter que ganhar de alguém para ser premiado, ser feliz é também tornar outras pessoas tristes, lembre-se o seu sorriso ás vezes custa as lágrimas de  outro alguém, é uma verdadeira luta pela sobrevivência da espécie humana.